Artigo de opinião de Nuno Filipe Henriques no Jornal de Negócios.
O Pilar Dois mudou o centro de gravidade das decisões empresariais — mas muitos grupos continuam a decidir como se nada tivesse acontecido.
Durante anos, as decisões estratégicas em Portugal e na Europa foram tomadas com uma lógica relativamente simples: otimizar a taxa de imposto, cumprir o essencial e criar valor. Esse modelo funcionou enquanto a fiscalidade era o principal fator diferenciador entre jurisdições. Hoje, esse pressuposto está esgotado. O risco relevante já não está na taxa — está na estrutura societária que suporta o grupo.